Glossário de desenvolvimento de software com agentes de código
Este glossário define, em uma ou duas frases cada, os 20 termos que a Ithaca usa para falar de desenvolvimento de software com agentes de código, de agente de código e harness engineering a nível 4, dark factory e sessão registrada. Cada termo leva à página que trata dele em detalhe.
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Agente de código
Agente de IA que assume trechos da execução do desenvolvimento: lê o repositório, propõe mudanças, abre pull requests e roda testes. É diferente do copiloto na IDE, que acelera quem já está digitando.
Plataforma de desenvolvimento agêntico: o que é
Dark factory
No chão de fábrica, é a planta que roda com a luz apagada, porque não tem ninguém lá para enxergar nada. Em software, é o código que ninguém lê antes de entrar em produção. Na escala de Dan Shapiro, é o nível 5.
Desenvolvimento de software com IA
Na Ithaca, é o trabalho feito por agentes de código dentro dos limites que o time do cliente define. Pessoas do time leem o código antes de ir para produção, e cada sessão fica registrada.
Desenvolvimento de software com IA e supervisão humana
Engenharia de software agêntica (agentic engineering)
Forma de desenvolver em que agentes de código escrevem a maior parte do código e as pessoas orquestram e supervisionam: especificam, definem limites, conferem e aprovam. Em fevereiro de 2026, Andrej Karpathy disse que agentic engineering era o nome de que mais gostava para a versão profissional de programar com agentes, com mais supervisão e escrutínio.
Plataforma de desenvolvimento agêntico: o que é
Governança de IA no desenvolvimento de software
Conjunto de regras que define o que agentes de código podem fazer sem aprovação prévia, o que exige aprovação humana e quem responde pelo código que vai para produção.
Governança de IA no desenvolvimento de software
Harness engineering
Trabalho de montar o ambiente em que um agente de IA opera: o contexto que ele recebe, as ferramentas que pode usar, as regras que valem e o ponto em que a autonomia para. Em português, harness costuma ser traduzido como arreio ou arnês, mas o termo em inglês é o mais usado.
Harness engineering para agentes de IA: o que é
Harness, prompt e context engineering: qual a diferença
Knowledge base
Primeira etapa da plataforma: codebase, documentação e dados anonimizados entram antes de qualquer linha nova. O contexto aprovado pelo time alimenta a próxima sessão dos agentes.
Plataforma de desenvolvimento agêntico: o que é
Limite de autonomia
O que o agente de código faz sem aprovação prévia e o que exige aprovação humana antes de executar, definido pelo time por tipo de sistema e por criticidade. A leitura do que entra em produção vale para tudo.
Governança de IA no desenvolvimento de software
Modernização de sistemas legados
Com IA, é usar agentes de código para ler o que o sistema faz hoje e construir o substituto ao lado, trocando por partes enquanto o antigo continua atendendo.
Modernização de sistemas legados, sem parar a operação
Nível 4
Na escala de Dan Shapiro, é o nível em que a pessoa escreve e discute a especificação e volta depois para conferir se os testes passaram. A plataforma da Ithaca opera nesse nível com uma regra a mais: pessoas do time leem o que vai para produção, e cada sessão fica registrada.
Níveis de autonomia de agentes de código
Níveis de autonomia
Escala de 0 a 5, proposta por Dan Shapiro em janeiro de 2026, que descreve quanto do trabalho de programar passa da pessoa para a IA. Vai do nível 0, em que nada é gravado sem aprovação de quem programa, ao nível 5, a dark factory.
Níveis de autonomia de agentes de código
Observabilidade de agentes de código
Registro estruturado de cada sessão em que um agente trabalha no código da empresa: o pedido, os passos executados, o modelo usado, o custo, o resultado e a autoria. Com esse registro, dá para auditar o uso de IA no desenvolvimento e saber o que melhorar.
Observabilidade de agentes de código
Plataforma de desenvolvimento agêntico (agentic)
Sistema em que agentes de código escrevem a maior parte do código, enquanto o time define a especificação, os limites de autonomia e o que pode ir para produção. Cada sessão dos agentes fica registrada, do pedido ao resultado.
Plataforma de desenvolvimento agêntico: o que é
Refatoração com IA
Uso de agentes de código para reescrever partes de um sistema sem mudar o comportamento de que o negócio ainda depende. Em legado, exatidão vem antes da velocidade: testes de caracterização, leitura humana do que entra e sessão registrada.
Refatoração com IA sem perder exatidão
Sessão registrada
Registro de cada sessão dos agentes de código com pedido, passos, modelo, custo, resultado e autoria. Meses depois, ainda dá para saber quem decidiu o quê.
Observabilidade de agentes de código
Sistema legado
Software que ainda sustenta uma parte importante da operação, mas que o time já não consegue alterar com segurança e a um custo razoável, por falta de testes, de documentação atualizada, de quem conheça o código ou de suporte à tecnologia. A idade do sistema pesa menos que o custo de mudá-lo.
Strangler fig
Caminho de modernização em que o sistema novo é construído ao lado do antigo e assume funções aos poucos, até o antigo ser desligado. Martin Fowler deu o nome a partir da figueira-estranguladora, no Brasil também chamada de mata-pau.
Sistema legado: caminhos de modernização
Supervisão humana (human in the loop)
Pessoas do time decidem nos pontos que pesam: a especificação, o que os agentes fazem sem aprovação prévia e o que vai para produção. Na plataforma da Ithaca, é o que mantém a operação no nível 4, longe da dark factory.
Desenvolvimento de software com IA e supervisão humana
Sustentação
Etapa da plataforma depois do go-live: entram chamados, saem correções, com o time supervisionando. Faz parte da plataforma desde o início.
Projeto novo com agentes de código
Teste de caracterização
Teste que documenta o que o sistema faz hoje, não o que a documentação diz que deveria fazer. A prática foi descrita por Michael C. Feathers em Working Effectively with Legacy Code e ancora a conferência antes de trocar uma parte do legado.
Refatoração com IA sem perder exatidão
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre agente de código e copiloto?
O copiloto acelera quem já digita, dentro do editor. O agente de código assume trechos da execução: lê o repositório, propõe mudanças, abre pull requests e roda testes. Por isso o agente pede limite de autonomia e sessão registrada.
Qual a diferença entre harness engineering e observabilidade?
O harness prepara e limita a execução: contexto, regras, ferramentas e o ponto em que a autonomia para. A observabilidade registra o que aconteceu na sessão: pedido, passos, modelo, custo, resultado e autoria. Uma camada não substitui a outra.
Dark factory e nível 5 são a mesma coisa?
Sim. Na escala de Dan Shapiro, dark factory é o nome do nível 5, em que o processo vira uma caixa-preta que transforma especificação em software e ninguém lê o código. A plataforma da Ithaca opera no nível 4 e para antes dele.
Por que alguns termos ficam em inglês?
Porque alguns não têm tradução estabelecida em português, e a forma em inglês é a que aparece nas fontes citadas no site. Onde existe forma em português, como agêntico para agentic, o glossário traz as duas.
O que entra numa sessão registrada?
Seis campos: o pedido e quem pediu, os passos que o agente executou, o modelo de cada passo, o custo, o resultado (diff, pull request ou rejeição) e a autoria, ou seja, quem pediu, quem executou e quem supervisionou.

